GUIA COMPLETO · USHUAIA
Quanto custa viajar para Ushuaia: guia de gastos 2026
Uma semana em Ushuaia sai de R$ 1.500 (mochileiro) a R$ 6.050 (conforto) saindo de Guarulhos. O guia abre o orçamento item por item: voo, hospedagem, comida, transporte, passeios e custos que a maioria descobre tarde demais.

Ushuaia não é destino para quem viaja no improviso — os preços locais sobem com a logística de mandar tudo até o fim do continente, e o turismo puxa as tarifas para cima mesmo com o peso argentino fraco. Em junho de 2026, 1 real comprava cerca de 283 pesos, uma taxa razoável para planejar, mas que oscila semana a semana. A boa notícia é que o voo, normalmente o maior susto do orçamento, está mais acessível do que parece: saindo de Guarulhos, encontrei tarifas a partir de R$ 1.046 ida e volta (observado em jun/2026), bem abaixo do que sai de Confins ou Viracopos no mesmo período. O resto do gasto depende de escolhas que você faz no caminho — dormir em hostel ou em cabana com vista para o canal, almoçar no rotisserie do bairro ou jantar centolla na Av. San Martín, encarar o Canal de Beagle em catamarã coletivo ou em lancha privada. Fiz as contas para três perfis de viajante numa semana completa: o mochileiro fecha em torno de R$ 1.500 a R$ 1.750, o intermediário entre R$ 2.100 e R$ 2.950, e o perfil conforto pode chegar a R$ 6.050. Antes de você abrir o comparador de voos, tem um detalhe do câmbio que muda completamente a conta final — e que a maioria dos brasileiros descobre tarde demais, já em Ushuaia.
Quanto custa visitar Ushuaia? A resposta curta é: a partir de R$ 1.500 por pessoa para uma semana no perfil mochileiro saindo de Guarulhos, chegando perto de R$ 6.000 no perfil conforto. A resposta longa envolve câmbio do peso argentino, sazonalidade pesada e alguns custos que não aparecem nos comparadores de voo — como roupa térmica, taxa de entrada no parque nacional e a centolla que você provavelmente vai querer provar pelo menos uma vez.
Quanto custa viajar para Ushuaia: resumo do orçamento
Voos saindo de Guarulhos (GRU) aparecem a partir de R$ 1.046 ida e volta — o ponto de entrada mais barato entre as origens brasileiras monitoradas (preço observado em jun/2026). Quem parte de Confins (CNF) encontra tarifas a partir de R$ 1.259, enquanto Viracopos (VCP) puxa para R$ 2.039–2.091 no mesmo período. Já vale usar GRU como hub se a diferença de deslocamento compensar para você.
No câmbio, 1 BRL estava comprando cerca de ARS 283 no final de junho de 2026 (média observada entre 14 e 25/06/2026). É uma taxa razoável para planejar; só confirme no dia da viagem, porque o peso argentino oscila com frequência.
Gasto diário estimado em Ushuaia (sem voo)
- Mochileiro: ARS 18.000–28.000/dia (≈ R$ 64–99) — hostel em quarto compartilhado, refeições em mercado ou rotisserie, transporte a pé ou ônibus urbano
- Intermediário: ARS 42.000–75.000/dia (≈ R$ 148–265) — quarto duplo em hotel simples ou apart, uma refeição em restaurante por dia, algum passeio pago
- Conforto: ARS 110.000–200.000/dia (≈ R$ 389–707) — hotel 3–4 estrelas, refeições completas, excursões ao Parque Nacional ou navegação pelo Canal Beagle
(Estimativa baseada em médias regionais para destinos patagônicos; câmbio de referência jun/2026)
Orçamento total estimado para 6 noites / 7 dias (por pessoa, partindo de GRU)
| Perfil | Voo (ida/volta) | Hospedagem + gastos locais | Total aproximado | |---|---|---|---| | Mochileiro | R$ 1.046 | R$ 450–700 | R$ 1.500–1.750 | | Intermediário | R$ 1.046 | R$ 1.050–1.900 | R$ 2.100–2.950 | | Conforto | R$ 1.046 | R$ 2.700–5.000 | R$ 3.750–6.050 |
Ushuaia tem custos locais relativamente altos para padrão argentino — fica em zona franca, o que barateia eletrônicos, mas não necessariamente hospedagem e restaurantes. Passeios como navegação pelo Canal Beagle ou trilhas guiadas no Parque Nacional Tierra del Fuego podem adicionar ARS 30.000–80.000 por saída (≈ R$ 106–283), então vale reservar uma linha no orçamento só para isso.

Hospedagem em Ushuaia: de hostel a hotel com vista do canal
A cidade é compacta — quase tudo fica a menos de 20 minutos a pé do centro —, mas onde você dorme muda bastante o quanto vai gastar. Hostels no miolo urbano chegam a cobrar menos que ARS 15.000 por cama em quarto compartilhado, enquanto hotéis com janela voltada para o Canal Beagle podem ultrapassar ARS 200.000 a diária. A diferença não é só de conforto; é, literalmente, de paisagem.
Faixas por tipo de acomodação
- Econômico — hostel (quarto compartilhado): ARS 10.000–18.000/noite por pessoa (≈ R$ 35–64). Concentrados no centro e perto da rodoviária. Banheiro coletivo é padrão; cozinha compartilhada ajuda a cortar gastos com alimentação.
- Intermediário — apart-hotel ou hotel simples sem vista: ARS 55.000–100.000/noite pelo quarto duplo (≈ R$ 194–354). Bastante oferta nessa faixa na área central, a poucos quarteirões da Av. San Martín.
- Conforto — hotel 3–4 estrelas ou cabana com vista: ARS 120.000–260.000/noite pelo quarto duplo (≈ R$ 424–919). Os estabelecimentos com vista direta para o canal ou para o Monte Olivia costumam ficar nessa faixa ou acima dela.
(Estimativa baseada em médias regionais para destinos patagônicos; câmbio de referência jun/2026)
Vale destacar também as cabanas — um formato popular na Patagônia argentina. Ficam geralmente um pouco afastadas do centro, às vezes na encosta do morro, e entregam mais privacidade e uma vista mais aberta. Para casais ou duplas que querem cozinhar e economizar nas refeições, pode sair mais barato do que parece à primeira vista, mesmo entrando na faixa de conforto. Se a ideia é justamente cortar nessa categoria, vale comparar com os hostels com melhor avaliação antes de fechar.
Alta temporada e impacto nos preços
O verão austral (dezembro a fevereiro) é o pico de movimento — e os preços sobem junto. Nesse período, é comum ver diárias 30% a 50% acima do que você encontra em maio ou junho. Julho tem seu próprio pico por conta das férias de inverno argentinas, com foco no turismo de neve; não é necessariamente mais caro que o verão, mas a disponibilidade cai rápido.
A localização dentro da cidade importa menos do que em grandes metrópoles, já que tudo é próximo. O que faz diferença real é o andar e a orientação do quarto: janela para o sul ou para cima do morro muda completamente a experiência visual — e o preço que o estabelecimento cobra por isso.

Quanto se gasta com comida em Ushuaia
Uma refeição num restaurante voltado para turistas na Av. San Martín pode custar facilmente ARS 8.000–15.000 por pessoa — o equivalente a R$ 28–53 —, enquanto um prato no mercado ou num rotisserie do bairro fica pela metade disso ou menos. A diferença de onde e como você come tem impacto real no orçamento diário.
Faixas por tipo de refeição
- Mercado e cozinha própria: ARS 3.000–6.000 por refeição (≈ R$ 11–21). Supermercados em Ushuaia têm boa oferta de frios, massas, enlatados e frutas. Para quem fica em hostel com cozinha ou em cabana, essa é a opção mais eficiente — uma semana fazendo o café da manhã e algum almoço em casa já libera orçamento para jantares melhores.
- Rotisserie e lanchonete local: ARS 5.000–9.000 por refeição (≈ R$ 18–32). O formato mais popular entre argentinos que trabalham no centro: porção generosa, sem muita cerimônia, sem espera. Funciona bem para almoços rápidos.
- Parrilla e restaurante intermediário: ARS 9.000–18.000 por pessoa (≈ R$ 32–64). Uma parrilla decente entrega cortes patagônicos — cordeiro assado é o clássico da região — com guarnição e bebida nessa faixa. O serviço é mais lento, o ambiente mais parado; é o jantar que vale sentar e comer com calma.
- Restaurante turístico e frutos do mar: ARS 18.000–35.000 por pessoa (≈ R$ 64–124). Menus completos com entrada e sobremesa, cardápio em vários idiomas, vista para o canal em alguns casos.
(Estimativa baseada em médias regionais para destinos patagônicos; câmbio de referência jun/2026)
A centolla — o caranguejo-real patagônico — merece parágrafo próprio. É o item mais caro do cardápio em qualquer estabelecimento que a sirva: um prato principal com centolla inteira ou em metade pode chegar a ARS 35.000–60.000 por pessoa (≈ R$ 124–212), dependendo do restaurante e da temporada. Não é exagero; é um produto escasso, com cota de pesca regulada, e o preço reflete isso. Se fizer parte do seu plano, separe essa linha no orçamento com antecedência.
Bebidas elevam a conta mais do que a maioria espera. Uma cerveja artesanal local gira em torno de ARS 2.500–4.500 (≈ R$ 9–16); vinho de garrafa num restaurante facilmente dobra o valor da refeição. Água com gás também costuma vir na conta sem pedir — vale confirmar antes se quiser controlar. O café da manhã, na maioria dos hotéis intermediários, já está incluído na diária, o que alivia um pouco o gasto matinal.
Transporte local: ônibus, táxi e aluguel de carro
Ushuaia é pequena o suficiente para que boa parte do centro seja feita a pé — da rodoviária até o porto são menos de 15 minutos caminhando pela Av. Maipú. O problema começa quando você quer sair do miolo urbano: o aeroporto Malvinas Argentinas fica a cerca de 4 km do centro, e o Parque Nacional Tierra del Fuego está a quase 12 km. Para esses trajetos, as opções mudam de preço e de praticidade.
Ônibus urbano e intermunicipal
A linha de ônibus que conecta o centro ao Parque Nacional opera de forma sazonal — geralmente entre outubro e abril, com maior frequência no verão austral. A passagem ida e volta custa em torno de ARS 3.000–5.000 por pessoa (≈ R$ 11–18), dependendo do operador e da época. É a opção mais barata para quem quer fazer trilhas no parque sem pagar excursão organizada. O ônibus urbano dentro da cidade cobre algumas linhas de bairro, mas a rede é limitada; a maioria dos turistas acaba usando pouco.
Táxi e aplicativos
Não há Uber operando em Ushuaia. O táxi convencional é a alternativa — e os preços são tabelados pela municipalidade, o que traz alguma previsibilidade.
- Centro → Aeroporto Malvinas Argentinas: ARS 4.000–7.000 (≈ R$ 14–25)
- Centro → Parque Nacional (ida simples): ARS 10.000–16.000 (≈ R$ 35–57)
- Deslocamentos curtos dentro do centro: ARS 2.500–4.500 (≈ R$ 9–16)
(Estimativa baseada em médias regionais; câmbio de referência jun/2026)
Vale confirmar o valor antes de entrar no táxi — a maioria dos motoristas usa taxímetro, mas em trajetos mais longos como o do parque, acertar o preço antecipadamente evita surpresa.
Aluguel de carro
Para quem quer mais autonomia — especialmente para explorar os arredores da cidade, a Laguna Esmeralda ou a Ruta 3 até o fim da estrada —, o carro faz sentido. As locadoras ficam concentradas no aeroporto e em algumas ruas do centro.
- Econômico (compacto): ARS 35.000–60.000/dia (≈ R$ 124–212)
- Intermediário (SUV ou crossover): ARS 65.000–110.000/dia (≈ R$ 230–389)
- Com seguro incluso: adicione 20%–35% sobre a diária base, dependendo da cobertura contratada
A gasolina em Ushuaia tende a ser mais cara do que na média argentina por questões logísticas de abastecimento na região. Para roteiros curtos dentro da cidade, o carro raramente compensa; o ganho real aparece quando você planeja dois ou mais destinos no mesmo dia fora do perímetro urbano.
Passeios em Ushuaia: quanto custa cada experiência
Cinco experiências respondem por boa parte do orçamento de lazer em Ushuaia: a navegação pelo Canal de Beagle, o Parque Nacional Tierra del Fuego, o Trem do Fim do Mundo, o circuito pelos Lagos Escondido e Fagnano, e o esqui em Cerro Castor. Juntas, se você fizer todas, podem facilmente somar ARS 150.000–300.000 por pessoa (≈ R$ 530–1.060) — então vale decidir com antecedência quais entram no roteiro e quais ficam de fora.
(Estimativa baseada em médias regionais para destinos patagônicos; câmbio de referência jun/2026)
Canal de Beagle
A navegação dura em média 2 a 3 horas e passa por faróis, colônias de leões-marinhos e, dependendo da rota, pela Ilha dos Pássaros. É um dos passeios mais procurados — e, portanto, com maior oferta de operadoras no porto. Valores típicos:
- Passeio básico (catamarã, sem guia especializado): ARS 25.000–40.000 por pessoa (≈ R$ 88–141)
- Com parada em ilha e trilha curta: ARS 40.000–65.000 por pessoa (≈ R$ 141–230)
- Lancha privada ou saída ao amanhecer: ARS 80.000–130.000 por pessoa (≈ R$ 283–459)
O vento no canal pode ser intenso mesmo no verão; leve uma camada extra independente da época.
Parque Nacional Tierra del Fuego
A entrada no parque tem custo separado do transporte até lá — que já foi coberto na seção de deslocamento. A taxa de acesso para estrangeiros costuma ser significativamente maior do que para residentes argentinos:
- Entrada para estrangeiros: ARS 8.000–15.000 por pessoa (≈ R$ 28–53)
Trilhas são autoguidadas e não têm custo adicional. Se quiser trilha com guia credenciado, some ARS 20.000–45.000 por pessoa (≈ R$ 71–159) dependendo da duração.
Trem do Fim do Mundo
O Tren del Fin del Mundo opera dentro do parque nacional e oferece três classes de vagão. Os preços variam:
- Clase Turista: ARS 28.000–38.000 por pessoa (≈ R$ 99–134)
- Clase Primera: ARS 45.000–60.000 por pessoa (≈ R$ 159–212)
- Clase Presidencial: ARS 80.000–110.000 por pessoa (≈ R

Perguntas frequentes
Quanto levar de dinheiro para 5 dias em Ushuaia?
Para um perfil intermediário, o gasto local (sem voo) gira em torno de R$ 1.050 a R$ 1.900 para seis noites. Se adicionar o voo saindo de Guarulhos a partir de R$ 1.046, o total fica entre R$ 2.100 e R$ 2.950 por pessoa. Para perfil mochileiro, é possível fechar uma semana completa com voo incluído entre R$ 1.500 e R$ 1.750.
É melhor levar dólar ou peso argentino para Ushuaia?
O artigo recomenda evitar trocar reais no aeroporto de Ushuaia, onde as taxas costumam ser piores. A alternativa é trocar em Buenos Aires antes de seguir viagem ou usar fintech com câmbio competitivo. Em junho de 2026, 1 BRL comprava cerca de ARS 283.
Quanto custa o passeio no Canal de Beagle?
O catamarã coletivo básico sai por ARS 25.000–40.000 por pessoa (≈ R$ 88–141). Com parada em ilha e trilha curta, os valores sobem para ARS 40.000–65.000 (≈ R$ 141–230). Lancha privada ou saída ao amanhecer pode chegar a ARS 80.000–130.000 por pessoa (estimativa baseada em médias regionais; câmbio de jun/2026).
Vale a pena ir para Ushuaia no inverno?
Fora do pico de dezembro a fevereiro, as diárias caem 30% a 50% em relação à alta temporada. Julho tem seu próprio pico por causa das férias de inverno argentinas, com foco no turismo de neve em Cerro Castor, mas a disponibilidade de acomodações cai rápido. Vários passeios náuticos reduzem a operação no inverno.
Quanto custa comer em Ushuaia?
Uma refeição em rotisserie ou lanchonete local sai por ARS 5.000–9.000 (≈ R$ 18–32), enquanto restaurantes intermediários cobram ARS 9.000–18.000 por pessoa (≈ R$ 32–64). A centolla — o caranguejo-real patagônico — é o item mais caro do cardápio, podendo chegar a ARS 35.000–60.000 por pessoa (≈ R$ 124–212). Menus de almoço em restaurantes intermediários saem por ARS 7.000–12.000, metade do preço do jantar.
Quanto custa o voo agora
| Rota | A partir de | Mediana |
|---|---|---|
| CNF → USH | R$ 1.250,00 | R$ 1.259,00 |
| GRU → USH | R$ 1.046,00 | R$ 1.046,00 |
| VCP → USH | R$ 2.039,00 | R$ 2.091,00 |
| CNF → USH | R$ 1.250,00 | R$ 1.259,00 |
| VCP → USH | R$ 2.039,00 | R$ 2.039,00 |
| GRU → USH | R$ 1.046,00 | R$ 1.046,00 |
| CNF → USH | R$ 1.259,00 | R$ 1.259,00 |
| GRU → USH | R$ 1.046,00 | R$ 1.046,00 |
| VCP → USH | R$ 2.039,00 | R$ 2.039,00 |
| CNF → USH | R$ 1.259,00 | R$ 1.259,00 |
| GRU → USH | R$ 1.046,00 | R$ 1.046,00 |
Dados observados em 2026-06-23 via Google Flights. Preços mudam — confira antes de comprar.
Clima mês a mês
| Mês | Mín. típica °C | Média °C | Máx. típica °C |
|---|---|---|---|
| janeiro | 10.4 | 10.4 | 10.4 |
| fevereiro | 7.4 | 7.4 | 7.4 |
| março | 7.5 | 7.5 | 7.5 |
| abril | 6 | 6 | 6 |
| maio | 2.6 | 2.6 | 2.6 |
| junho | 1.2 | 1.2 | 1.2 |
| julho | 1.7 | 1.7 | 1.7 |
| agosto | 2.4 | 2.4 | 2.4 |
| setembro | 3.7 | 3.7 | 3.7 |
| outubro | 5.2 | 5.2 | 5.2 |
| novembro | 6.4 | 6.4 | 6.4 |
| dezembro | 7.3 | 7.3 | 7.3 |
Fonte: Open-Meteo (normais dos últimos 5 anos). Atualizado automaticamente.


