ROTEIRO · BUENOS AIRES
Roteiro de 5 dias em Buenos Aires: o que fazer e quanto custa
Roteiro de 5 dias em Buenos Aires cobrindo Centro histórico, Recoleta, Palermo, San Telmo, La Boca e Tigre. Gasto diário estimado entre R$ 220 (econômico) e R$ 850 (conforto), sem aéreo. Inclui dicas de transporte, câmbio e melhor época para ir.

Cinco dias em Buenos Aires dão fôlego para ir além do óbvio. Você caminha pelo Centro sem pressa, estica até Palermo, come parrilla com tempo de digerir e ainda guarda uma tarde para San Telmo num domingo de feira. Este roteiro equilibra economia e conforto, com sugestões por período e estimativas de gasto em reais — números que servem de referência, não de regra, porque o câmbio do peso argentino muda rápido e a inflação argentina mexe nos preços a cada poucos meses. A ideia é dar uma estrutura clara: dia 1 no Centro histórico e Puerto Madero, dia 2 em Recoleta com museu gratuito, dia 3 em Palermo, dia 4 entre San Telmo, La Boca e tango, dia 5 com escolha entre o Delta do Tigre ou compras na Calle Florida. Em maio/2026, voos de São Paulo têm girado entre R$ 1.800 e R$ 2.800 ida e volta, e a faixa realista de gasto por dia (sem aéreo e sem hospedagem) vai de R$ 220 no econômico a R$ 850 no conforto. O detalhe que muda o orçamento mais do que qualquer outra coisa é como você troca dinheiro — dólar em espécie trocado em casa de câmbio oficial rende bem mais que cartão de crédito internacional, e a diferença entre uma estratégia e outra pode tirar uma noite de tango do seu orçamento ou colocar uma parrilla extra no roteiro.
Cinco dias em Buenos Aires dão fôlego para ir além do óbvio. Você consegue caminhar pelo Centro sem pressa, esticar até Palermo, comer parrilla com tempo de digerir e ainda reservar uma tarde para San Telmo num domingo de feira. Este roteiro equilibra economia e conforto, com sugestões por período e estimativas de gasto em reais — números que servem de referência, não de regra, porque o câmbio do peso argentino muda rápido.
Resumo do roteiro de 5 dias em Buenos Aires e quanto vai custar
Em maio/2026, voos ida e volta saindo de São Paulo para Buenos Aires têm girado entre R$ 1.800 e R$ 2.800 em tarifas econômicas, e o peso argentino se mantém volátil — o que muda diretamente o custo do seu dia a dia. Para cinco dias, a faixa realista de gasto por pessoa, sem aéreo e sem hospedagem, fica entre:
- Econômico: R$ 220/dia (hostel, transporte público, almoços executivos, atrações gratuitas)
- Intermediário: R$ 450/dia (hotel 3★, parrilla mediana, alguns táxis, uma noite de tango)
- Conforto: R$ 850/dia (hotel 4★ em Palermo ou Recoleta, restaurantes melhores, tour da Bombonera, show de tango premium)
Some hospedagem (R$ 150–600 a diária) e o aéreo, e você fecha a viagem entre R$ 4.500 (econômico apertado) e R$ 12.000 (conforto). Para entender o contexto do destino antes de fechar datas, vale conferir o guia geral da cidade.
O contexto aqui é simples: o maior gasto variável é a comida — uma parrilla turística em Puerto Madero custa o dobro de uma equivalente em Villa Crespo.
Dia 1: Centro histórico, Plaza de Mayo e Puerto Madero
Às 10h da manhã, a Plaza de Mayo já tem aposentados dando milho aos pombos e turistas tentando enquadrar a Casa Rosada no celular. É por aqui que faz sentido começar: o Centro concentra a Buenos Aires institucional, a que aparece nos livros de história argentina.
Manhã
Comece pela Plaza de Mayo, com a Casa Rosada de um lado e a Catedral Metropolitana do outro — onde Jorge Bergoglio foi arcebispo antes de virar Papa Francisco. A entrada é gratuita nos dois pontos. Reserve 1h30 para a caminhada com calma.
Tarde
Suba pela Avenida de Mayo até o Café Tortoni (aberto desde 1858). Um café com medialunas sai por volta de ARS 6.000–8.000 (R$ 35–48, preço observado em mai/2026). Termine no Congreso Nacional, no extremo oposto da avenida. São 15 minutos a pé.
Noite
À noite, pegue um táxi (ARS 3.000, cerca de R$ 18) ou caminhe 25 minutos até Puerto Madero para jantar numa parrilla com vista para o Puente de la Mujer. Espere gastar entre ARS 18.000 e ARS 25.000 por pessoa (R$ 110–150) num menu completo com bife, guarnição e taça de Malbec.
Estimativa de custo do dia 1: R$ 160–200 por pessoa (intermediário).

Dia 2: Recoleta, livrarias e Museo de Bellas Artes
Vamos por partes: Recoleta tem a calçada larga, os prédios de inspiração francesa e o melhor museu gratuito da cidade. Manhã é cemitério, tarde é arte, noite é bodegón — o tipo de dia que custa pouco e entrega bastante.
Manhã
O Cemitério da Recoleta abre todos os dias das 8h às 18h. A entrada custa ARS 11.000 para estrangeiros (cerca de R$ 65, preço observado em mai/2026). Reserve 1h30 para circular entre os mausoléus e encontrar a tumba de Eva Perón — o mapa na entrada ajuda. Saindo, a Floralis Genérica, a escultura de aço que abre e fecha as pétalas com o sol, fica a 15 minutos a pé.
Tarde
O Museo Nacional de Bellas Artes tem entrada gratuita e fica no caminho. Você vê Goya, Van Gogh, Rodin e a maior coleção de arte argentina do país sem gastar um peso. Reserve 2 horas. Na saída, vale uma passada pela El Ateneo Grand Splendid — antiga casa de ópera transformada em livraria — também gratuita.
Noite
Indo um passo além do circuito turístico, jante num bodegón da Avenida Santa Fe ou ruas próximas. Pratos como milanesa napolitana com batata frita saem por ARS 12.000–16.000 (R$ 72–96). É comida farta, popular, e a porção costuma servir duas pessoas tranquilamente.
Estimativa de custo do dia 2: R$ 130–180 por pessoa.
Dia 3: Palermo Soho, Palermo Hollywood e vida noturna
Palermo é o bairro que mais cresceu nos últimos vinte anos — concentra grande parte dos restaurantes contemporâneos, lojas de design independente e bares de coquetelaria de Buenos Aires. Depois de dois dias de Centro e Recoleta, o contraste é bem-vindo.
Manhã
Comece na Plaza Serrano (também chamada de Plaza Cortázar), o coração de Palermo Soho. Aos fins de semana há feira de design e brechó; nos dias úteis, o entorno funciona como ponto de partida natural para circular pelas ruas Honduras, Gurruchaga e El Salvador, cheias de lojas de roupa autoral, livrarias e cafeterias de especialidade. Um café com medialunas em padaria local sai por ARS 4.000–6.000 (R$ 24–36).
Tarde
Vinte minutos a pé separam Palermo Soho do Parque Tres de Febrero (os Bosques de Palermo). Dentro do parque, o Jardim Japonês cobra ARS 4.500 de entrada (cerca de R$ 27, preço observado em mai/2026) e vale a 1h tranquila — koi, pontes vermelhas, um restaurante de comida japonesa no interior. Quem prefere economizar fica nos lagos do parque, gratuitos.
Noite
Em termos concretos, Palermo Hollywood começa a esquentar depois das 21h. Cervejarias artesanais cobram em torno de ARS 4.000 a pinta (R$ 24); coquetelarias mais elaboradas pedem ARS 10.000–14.000 por drink (R$ 60–84). Jantar leve num bistrô da região fica entre ARS 15.000 e ARS 22.000 (R$ 90–132).
Estimativa de custo do dia 3: R$ 180–280 por pessoa.

Dia 4: San Telmo, La Boca e tango
Domingo em San Telmo tem cheiro próprio: couro curtido de bolsas antigas, churros na frigideira e um bandoneón saindo de alguma porta aberta. Se o seu dia 4 cair no fim de semana, você pega a Plaza Dorrego no auge. Se cair num dia útil, o Mercado de San Telmo — galpão de ferro do século XIX com mais de 70 boxes — resolve bem.
Manhã
Comece pela Feira de San Telmo na Plaza Dorrego (domingos, das 10h às 17h) ou pelo Mercado de San Telmo nos demais dias (Defensa 961, aberto diariamente). Os dois têm entrada gratuita; o gasto fica por conta do que você não resistir em comprar. Calcule ARS 3.000–8.000 (R$ 15–40, estimativa baseada em médias regionais) para petiscar ou levar uma lembrança. Reserve 1h30 a 2h para circular sem pressa.
Daqui, dez minutos a pé pela rua Defensa te levam ao limite sul de San Telmo — antiquários, sobrados coloniais, cafés centenários.
Tarde
De San Telmo até La Boca são cerca de 20 minutos a pé, 10 de ônibus (linhas 29 ou 64, ARS 300–400 com a SUBE) ou um táxi rápido por ARS 2.500–3.500 (R$ 15–21). O Caminito é a parte colorida e fotografável do bairro: rua-museu a céu aberto, casas de chapa pintada, artistas posando para foto em troca de gorjeta. É menor do que parece nas fotos — 30 a 40 minutos resolvem.
Logo ali, a fachada da La Bombonera já entrega a escala do estádio do Boca Juniors. O tour interno pelo museu e campo custa cerca de ARS 15.000 (R$ 90, preço observado em mai/2026) e dura 1h a 1h30. Vale para quem é fã de futebol; quem não é, fica satisfeito olhando de fora.
Noite
Mas atenção a um detalhe: o tango em San Telmo divide opiniões. As casas com show e jantar entregam um formato turístico, com bailarinos profissionais e menu fixo. Espere pagar entre ARS 35.000 e ARS 55.000 por pessoa (R$ 210–330, estimativa baseada em médias regionais), dependendo do cardápio e da produção. O show costuma começar entre 21h e 22h e dura 1h30 a 2h. Reserve com antecedência, principalmente aos fins de semana.
Se o orçamento estiver apertado, vá às milongas abertas ao público — danças sociais com entrada simbólica (ARS 3.000–6.000, R$ 18–36). O ambiente é menos encenado e mais porteño, mas você vai mais como espectador do que como participante caso não saiba dançar.
Estimativa de custo do dia 4:
- Econômico (sem tour, milonga, jantar simples): R$ 180–230
- Intermediário (show com jantar): R$ 350–450
- Conforto (tour Bombonera + show premium): R$ 550–650

Dia 5: Tigre, Delta do Paraná ou compras na Calle Florida
Na prática, isso significa duas viagens em uma: o Dia 5 funciona como bate-volta de natureza ou como dia urbano de compras, dependendo do seu humor depois de quatro dias de cidade. Os dois roteiros começam na estação Retiro.
Manhã (opção A: Tigre)
O Tren de la Costa ou o trem suburbano da linha Mitre saem de Retiro com destino a Tigre — o suburbano custa ARS 500–800 com SUBE (R$ 3–5, preço observado em mai/2026) e leva 55 minutos. Chegando, o Puerto de Frutos e a margem do rio ficam a 10 minutos a pé da estação. Passeios de barco pelo Delta do Paraná custam ARS 8.000–15.000 (R$ 48–90) e duram entre 1h e 2h.
Manhã (opção B: Calle Florida)
Se preferir ficar na cidade, comece pela Calle Florida, calçadão de pedestres com lojas, cambistas informais (os famosos "cambio, cambio") e a entrada da Galerías Pacífico — shopping em prédio histórico com afrescos no teto. Entrada gratuita; o gasto fica por conta do que comprar.
Tarde
Em Tigre, almoce à beira do rio — pratos por ARS 12.000–18.000 (R$ 72–108). No centro de Buenos Aires, almoce em algum bodegón próximo à Avenida Corrientes pela metade do preço.
Noite
Indo um passo além do circuito turístico, jante numa parrilla de bairro em Villa Crespo ou Chacarita. São zonas residenciais com casas de carne menos divulgadas e preços bem menores que os de Puerto Madero — espere pagar ARS 14.000–20.000 (R$ 84–120) num jantar completo com bife, guarnição e taça de vinho.
Estimativa de custo do dia 5: R$ 220–320 por pessoa (opção Tigre); R$ 180–280 (opção Calle Florida).
Dicas de transporte entre os pontos do roteiro
Outro ponto importante: a SUBE é o cartão único de transporte público em Buenos Aires e resolve metrô, ônibus e trens suburbanos. Você compra em quiosques (procure a placa azul "SUBE") por ARS 2.500 (R$ 15) e recarrega o crédito que quiser. Uma passagem de metrô custa ARS 700–900 (R$ 4–5, preço observado em mai/2026); ônibus, ARS 300–500.
O metrô (subte) tem 6 linhas que cobrem bem o eixo Centro–Recoleta–Palermo. Funciona das 5h às 23h em dias úteis. Os ônibus (colectivos) chegam onde o metrô não chega, incluindo La Boca e bairros mais residenciais.
Para deslocamentos noturnos ou trechos curtos com bagagem, o app Cabify funciona melhor que Uber em Buenos Aires — corridas dentro da cidade custam ARS 2.000–4.500 (R$ 12–27). Táxis de rua também são confiáveis; prefira os com taxímetro ligado.
Vale destacar também: para o aeroporto de Ezeiza (internacional), o táxi oficial sai por cerca de ARS 35.000 (R$ 210); o ônibus Tienda León custa ARS 12.000 (R$ 72) e leva 1h. Para Aeroparque (voos domésticos), Cabify sai por ARS 5.000–7.000.
Quando ir: melhor época para este roteiro em Buenos Aires
Buenos Aires tem quatro estações bem marcadas, e a diferença entre janeiro e julho muda completamente a experiência. O verão (dezembro a fevereiro) traz médias de 30 °C e umidade alta — muitos porteños viajam para a costa, e parte da vida cultural diminui o ritmo. O inverno (junho a agosto) é seco, com mínimas de 7 °C e máximas em torno de 15 °C; nada que justifique cancelar a viagem, mas exige casaco para a noite.
As melhores janelas são março–maio (outono) e setembro–novembro (primavera). Temperaturas entre 18 °C e 24 °C, baixa chance de chuva e calçadas com plátanos vermelhos ou jacarandás roxos — o tipo de detalhe que valoriza qualquer caminhada por Recoleta ou Palermo.
Em termos concretos, novembro tende a ter os preços de hospedagem mais altos do segundo semestre por causa da combinação clima bom + alta de turistas argentinos. Maio costuma ser o mês com melhor relação custo–benefício.
Quanto levar de dinheiro por dia em Buenos Aires
O contexto aqui é simples: a economia argentina opera com múltiplas cotações, e como você troca seu dinheiro afeta diretamente o seu orçamento. Em maio/2026, o dólar MEP (cotação financeira acessível por casas de câmbio) e o dólar blue (informal) costumam estar próximos, e ambos rendem bem mais que o cartão de crédito internacional, que usa cotação oficial.
Na prática, a estratégia que funciona melhor:
- Leve dólares em espécie (notas de USD 100 novas) e troque por pesos em casas de câmbio oficiais da Calle Florida ou em casas de câmbio cadastradas — não em "arbolitos" (cambistas de rua).
- Use cartão Visa ou Mastercard apenas para hospedagem e gastos grandes — desde 2022, compras com cartão estrangeiro recebem a cotação MEP automaticamente, o que melhorou bastante o câmbio.
- Evite sacar em caixa eletrônico: limites baixos (ARS 60.000 por saque, cerca de R$ 360) e tarifas altas.
Separe em espécie:
- Econômico: USD 30/dia (R$ 180 em pesos)
- Intermediário:
Perguntas frequentes
Quantos dias são ideais para conhecer Buenos Aires?
Cinco dias permitem visitar os principais bairros — Centro, Recoleta, Palermo, San Telmo e La Boca — sem correria. Com três dias dá para o essencial, mas você abre mão de San Telmo ou do bate-volta ao Delta do Tigre.
Vale a pena levar dólar em espécie para Buenos Aires?
Sim. Levar dólares (notas de USD 100 novas) e trocar em casas de câmbio oficiais da Calle Florida rende bem mais que cartão de crédito internacional. Desde 2022, compras com cartão estrangeiro já recebem cotação MEP automaticamente, mas evite saques em caixa eletrônico pelos limites baixos e tarifas altas.
Quanto custa a viagem de 5 dias em Buenos Aires saindo do Brasil?
Em maio/2026, voos ida e volta de São Paulo giram entre R$ 1.800 e R$ 2.800. Somando hospedagem (R$ 150–600 a diária) e gasto diário (R$ 220–850 por pessoa), a viagem completa fica entre R$ 4.500 no perfil econômico e R$ 12.000 no conforto.
Buenos Aires é segura para turistas brasileiros?
Nas áreas turísticas, sim. La Boca deve ser visitada apenas durante o dia — volte para San Telmo ou Palermo antes do anoitecer, de preferência por app. Fique atento a furtos em locais movimentados como a feira de San Telmo e a estação Retiro.
Precisa de visto ou passaporte para ir a Buenos Aires?
Brasileiros entram na Argentina apenas com RG válido (emitido há menos de 10 anos) ou passaporte, sem necessidade de visto. Confirme a validade do documento antes de embarcar.


