GUIA COMPLETO · MENDOZA

Quanto custa viajar para Mendoza: guia de gastos 2026

Quanto custa uma semana em Mendoza? Voo de SP sai entre R$ 1.800 e R$ 3.400, diária intermediária entre USD 60 e USD 120. Saiba onde o dinheiro escorre — e onde dá para apertar sem perder a viagem.

Por SemDestino13 min de leitura

Stunning aerial view of the Andes mountain range in Mendoza, Argentina, showcasing vast peaks and cloudy skies.
Stunning aerial view of the Andes mountain range in Mendoza, Argentina, showcasing vast peaks and cloudy skies.

Mendoza ficou mais imprevisível para o bolso brasileiro nos últimos anos. O câmbio do peso argentino oscila semana a semana, as vinícolas cobram em dólar e a hospedagem no centro subiu forte desde a pandemia. Ainda assim, dá para passar uma semana cheia na região com orçamento controlado — se você souber onde o dinheiro escorre e onde dá para apertar sem perder a viagem. O voo de São Paulo, com conexão em Buenos Aires, costuma sair entre R$ 1.800 e R$ 3.400 (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026), e a diária no destino, para um perfil intermediário, fica entre USD 60 e USD 120 por pessoa cobrindo hotel, refeições e locomoção básica. Quem cozinha no hostel e usa ônibus urbano consegue baixar para USD 35–50 por dia sem abrir mão das vinícolas. O que distorce esses números mais do que qualquer outro fator é o vinho — é fácil entrar para "só uma degustação" e sair com duas garrafas na bolsa e um almoço harmonizado na conta. E tem um detalhe que devolve dinheiro real ao bolso e ainda é subutilizado por brasileiros: pagar tudo no cartão de crédito daqui significa aceitar a cotação oficial do peso, que pode ser 40% a 60% pior do que trocar dólar em espécie em casa de câmbio autorizada. Em uma semana, essa diferença sozinha equivale a uma noite extra de hotel.

Mendoza ficou mais imprevisível para o bolso brasileiro nos últimos anos. O câmbio do peso argentino oscila, as vinícolas cobram em dólar e a hospedagem subiu forte no centro. Ainda assim, dá para passar uma semana na região com um orçamento controlado — se você souber onde o dinheiro escorre e onde dá para apertar sem perder a viagem.

Resumo: quanto custa em média uma viagem a Mendoza

O voo de ida e volta entre São Paulo e Mendoza costuma ficar entre R$ 1.800 e R$ 3.400, dependendo da antecedência e da companhia — rotas com conexão em Buenos Aires tendem a ser mais baratas que os voos diretos, que ainda são escassos (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026). Já o peso argentino segue sendo uma das moedas mais voláteis do mundo: em maio de 2026, o câmbio oficial girava em torno de ARS 1.050 por dólar, mas quem trocava dólares em casas de câmbio autorizadas conseguia taxas sensivelmente melhores — detalhe que impacta diretamente o quanto você vai gastar no destino.

Para uma viagem de 5 a 7 dias, incluindo voo, hospedagem, alimentação, transporte local e dois ou três passeios, o gasto total tende a cair nessas faixas:

  • Econômico: R$ 5.500 – R$ 7.500 por pessoa (hostel, comer em mercados e bodegones, bike wine tour)
  • Intermediário: R$ 9.000 – R$ 13.000 por pessoa (hotel 3 estrelas no centro, parrillas, um tour em grupo pelo Valle de Uco)
  • Conforto: R$ 16.000 – R$ 25.000+ por pessoa (hotel boutique em vinícola, jantares harmonizados, passeio privado à Alta Montaña)

(estimativas baseadas em médias regionais e câmbio observado em mai/2026)

O que distorce esses números mais do que qualquer outro fator é o vinho. É fácil entrar em uma vinícola para "só uma degustação" e sair com duas garrafas na bolsa e um almoço harmonizado na conta. Não é um erro — é quase o ponto da viagem —, mas vale entrar com esse orçamento consciente.

A diária no destino — excluindo voo — costuma ficar entre USD 60 e USD 120 por pessoa para um perfil intermediário, cobrindo hospedagem, refeições e locomoção básica. Quem fica em hostel e cozinha algumas refeições consegue baixar para USD 35–50 por dia sem abrir mão das vinícolas.

Close-up of a vintage map showing Argentina and parts of South America with detailed geography.
Planejar os gastos em pesos argentinos exige atenção ao câmbio, que pode variar significativamente de semana a semana.Foto: Arturo Añez. / Pexels

Custo de hospedagem em Mendoza

No Centro de Mendoza, uma cama em dormitório de hostel sai por USD 12 a 22 a noite em mai/2026, enquanto um quarto privativo em hotel 3 estrelas a duas quadras da Plaza Independencia fica entre USD 55 e USD 90 com café da manhã incluso. A diferença de bairro pesa quase tanto quanto a categoria.

O contexto aqui é simples: Mendoza tem três zonas de hospedagem que funcionam bem para o turista brasileiro, e cada uma cobra um preço diferente pelo mesmo nível de conforto.

  • Centro: prático, perto de restaurantes, ônibus para vinícolas e da rodoviária. Hostels entre USD 12 e 22 a cama, hotéis intermediários de USD 55 a 90 o casal, e opções 4 estrelas a partir de USD 110.
  • Chacras de Coria (Luján de Cuyo): bairro arborizado a 20 minutos do centro, cercado de vinícolas. Pousadas charmosas custam USD 90 a 180, e hotéis-vinícola passam tranquilamente de USD 250.
  • Godoy Cruz e Guaymallén: áreas residenciais com Airbnbs mais baratos, entre USD 35 e 60 a diária para um apartamento inteiro. Compensa para estadias de uma semana ou mais.

Vale destacar também: muitos hotéis em Mendoza cobram em dólar e oferecem desconto para pagamento em espécie. Em alguns casos a economia chega a 15% sobre o valor cotado em pesos ou cartão. Pergunte antes de fechar a reserva — não está em todos os sites, mas costuma estar disponível na recepção.

Para quem viaja entre março e maio (vindima e início do outono), os preços de hospedagem podem subir 30% a 40% no Centro e em Chacras de Coria. Reservar com 8 a 12 semanas de antecedência faz diferença real.

Custo de comida e vinho em Mendoza

Um bife de chorizo com guarnição em uma parrilla mediana do Centro custa entre ARS 12.000 e 18.000 em mai/2026 — algo como R$ 60 a R$ 90 ao câmbio paralelo. A mesma refeição numa casa mais turística da Avenida Aristides Villanueva pode dobrar de preço sem que a qualidade dobre junto.

Em termos concretos, o orçamento diário de comida em Mendoza costuma se distribuir assim para um perfil intermediário:

  • Café da manhã: geralmente incluso no hotel; em padarias, USD 4 a 7
  • Almoço executivo (menú del día): USD 8 a 14 em bodegones e restaurantes de bairro
  • Jantar em parrilla: USD 18 a 35 por pessoa com entrada, carne e uma taça de vinho
  • Supermercado para abastecer: USD 25 a 40 por dia para um casal cozinhando algumas refeições

O vinho merece linha própria. Uma garrafa de Malbec de boa qualidade no supermercado custa entre ARS 4.000 e 12.000 (cerca de R$ 20 a R$ 60), uma fração do que você paga no Brasil. Em vinícolas, as degustações guiadas vão de USD 15 (vinícolas pequenas em Maipú) a USD 80 ou mais (rótulos premium no Valle de Uco). Almoços harmonizados em vinícolas conhecidas começam em USD 60 e chegam tranquilamente a USD 150 por pessoa.

Mas atenção a um detalhe: muitas vinícolas não aceitam pesos em espécie acima de certo valor e preferem dólar ou cartão internacional. Confirme antes de chegar.

Custo de transporte local em Mendoza

A passagem de ônibus urbano em Mendoza custa cerca de ARS 700 com o cartão SUBE (mai/2026) — pouco mais de R$ 3,50 ao câmbio paralelo. Para deslocamentos curtos no Centro, andar a pé costuma resolver. Para vinícolas, é outra história.

Vamos por partes:

  • SUBE e ônibus urbano: o cartão custa ARS 1.500 e pode ser recarregado em quiosques. Útil para chegar a Maipú (linha 173) e a Chacras de Coria (linha 10) por menos de USD 1 a viagem.
  • Táxi e Cabify: corridas dentro do Centro saem por USD 3 a 6. Do Centro até Chacras de Coria, cerca de USD 10 a 15.
  • Aluguel de carro: entre USD 40 e 70 por dia para um compacto, sem combustível. Vale a pena se você quer cobrir Valle de Uco com flexibilidade — mas atenção: dirigir depois de degustações é uma péssima ideia, e o controle de álcool na Argentina é rigoroso.
  • Tours organizados: levam até as vinícolas e voltam, o que resolve o problema do volante. Entre USD 40 e 90 por pessoa para Maipú e USD 100 a 180 para Valle de Uco.

Indo um passo além, o ônibus interurbano até Buenos Aires custa entre USD 35 e 70 dependendo da poltrona (semi-cama, cama ou suite) e leva 14 horas. Para Santiago, no Chile, são 6 a 8 horas pela cordilheira por USD 30 a 50 — o trecho mais cênico do continente, quando o tempo coopera.

Custo de atividades e passeios: vinícolas, montanha e Aconcágua

Um bike wine tour em Maipú custa entre USD 25 e 45 por pessoa em mai/2026, incluindo bicicleta, mapa, três a quatro paradas em vinícolas e azeitarias e degustações pagas à parte (USD 8 a 15 cada). É a forma mais barata de conhecer vinícolas em Mendoza — e também uma das mais divertidas.

Para os outros passeios principais:

  • Tour de vinícolas em grupo (Maipú ou Luján de Cuyo): USD 40 a 70 por pessoa, com transporte, três visitas e uma degustação inclusa em cada
  • Tour privado pelo Valle de Uco: USD 150 a 280 por pessoa, geralmente com almoço harmonizado
  • Excursão à Alta Montaña (Aconcágua, Puente del Inca, Uspallata): USD 50 a 80 em grupo, dia inteiro, sem almoço
  • Rafting no Rio Mendoza (Potrerillos): USD 35 a 60 por pessoa para descidas de 1h a 2h
  • Termas de Cacheuta: USD 30 a 50 a entrada do dia, mais transporte
  • Trekking guiado no Aconcágua (até Confluencia, sem cume): USD 80 a 150 por pessoa, dia inteiro

Na prática, isso significa que um viajante de perfil intermediário gasta entre USD 200 e 400 em atividades ao longo de uma semana — dois tours de vinícolas, uma excursão à montanha e talvez um rafting ou termas. Se você está montando um roteiro pelas vinícolas da região, vale equilibrar passeios em grupo (mais baratos) com pelo menos um tour mais cuidado pelo Valle de Uco, onde a paisagem e os vinhos justificam o investimento.

Serene view of the Andes mountains shrouded in mist, captured from Mendoza, Argentina.
A Cordilheira dos Andes envolve Mendoza em névoa e oferece trilhas e excursões que cabem em diferentes orçamentos.Foto: Emiliano Arano / Pexels

Custos extras: seguro, chip, gorjetas e câmbio paralelo

O seguro viagem para a Argentina por uma semana sai entre R$ 120 e R$ 280 dependendo da cobertura, em valores observados em mai/2026. Não é obrigatório por lei argentina, mas é fortemente recomendado — atendimento médico para estrangeiros pode ser caro no sistema privado, e os hospitais públicos têm filas longas.

Outros gastos que costumam pegar o viajante desprevenido:

  • Chip ou eSIM: um eSIM com 5 GB para uma semana custa USD 8 a 15 (Airalo, Holafly e similares). Comprar chip local em loja da Claro ou Movistar exige passaporte e leva tempo — o eSIM resolve melhor.
  • Gorjetas: em restaurantes, 10% é o padrão; em tours, USD 5 a 10 por pessoa para o guia ao final do passeio. Não é obrigatório, mas é esperado.
  • Taxas de cartão: o IOF brasileiro de 3,5% sobre compras internacionais ainda se aplica, somado ao spread do câmbio oficial. Por isso o dólar em espécie é tão vantajoso aqui.
  • Câmbio paralelo (dólar blue): continua sendo a forma mais usada por turistas em 2026, ainda que com menos diferença do que nos anos anteriores. Casas de câmbio na Avenida San Martín e em alguns hotéis trocam sem burocracia — leve notas de USD 50 e 100 em bom estado, pois notas pequenas ou amassadas recebem cotação pior.

Vale destacar também: nunca troque dinheiro com pessoas abordando na rua, mesmo que a cotação pareça boa. É um golpe comum em Buenos Aires e tem se replicado em Mendoza.

Quando é mais barato ir para Mendoza

Em julho, o termômetro em Mendoza marca em média 4°C de mínima e 15°C de máxima — frio, ensolarado e seco, com a Cordilheira dos Andes coberta de neve ao fundo. É também o período mais barato do ano para hospedagem, com diárias 25% a 40% abaixo do pico da vindima.

A relação entre estação e preço funciona mais ou menos assim:

  • Junho a agosto (inverno): baixa temporada para vinícolas, alta para esqui em Las Leñas e Penitentes. Hotéis no Centro ficam mais baratos, voos também. Bom para quem quer combinar vinho e neve.
  • Setembro a novembro (primavera): preços médios, temperaturas agradáveis (10–25°C), vinhedos verdes mas sem uvas maduras. Ótima relação custo-benefício.
  • Dezembro a fevereiro (verão): calor intenso (passa de 35°C com frequência), alta temporada de turismo interno argentino. Preços sobem, mas é a melhor época para trekking e atividades de montanha.
  • Março e abril (vindima): o período mais caro e mais cheio. A colheita acontece, as vinícolas estão em plena atividade e eventos como a Fiesta Nacional de la Vendimia lotam a cidade. Reserve com 3 a 4 meses de antecedência ou evite.

Indo um passo além, maio e início de junho costumam ser o ponto doce: o outono ainda colore os vinhedos, os preços já caíram e a Alta Montaña fica acessível antes das primeiras nevascas pesadas. Se você tem flexibilidade de calendário, é por aí que vale apontar.

Mendoza vs Bariloche: qual sai mais em conta

Mendoza tende a sair entre 15% e 30% mais barata que Bariloche para uma viagem equivalente, principalmente por causa de comida, vinho e hospedagem fora da alta temporada. Mas a comparação muda bastante dependendo da época do ano e do estilo de viagem.

Em termos concretos, para uma semana com perfil intermediário em mai/2026:

  • Voo São Paulo–Mendoza ida e volta: R$ 1.800 – R$ 3.400 (geralmente com conexão em Buenos Aires)
  • Voo São Paulo–Bariloche ida e volta: R$ 2.200 – R$ 4.200 (também via Buenos Aires, com menos frequência)
  • Hospedagem média: Mendoza USD 60–90/noite no Centro; Bariloche USD 80–130/noite na zona central ou Avenida Bustillo
  • Comida e bebida: Mendoza sai mais barata, especialmente em vinho; Bariloche tem cervejaria artesanal e chocolate, mas a base de restaurantes é mais cara
  • Atividades principais: Mendoza concentra vinícolas e montanha; Bariloche oferece lagos, trekking e esqui — sendo o esqui no inverno o maior peso no orçamento (USD 80–150/dia de pista)

O contexto aqui é simples: se você vai no inverno e quer esquiar, Bariloche sai consideravelmente mais cara. Se vai no outono ou primavera para vinícolas e paisagem, Mendoza tem vantagem clara de preço. Brasileiros que querem combinar os dois costumam fazer 4 dias em cada, com voo interno entre Mendoza e Bariloche custando entre USD 80 e 180 dependendo da antecedência.

Como economizar de verdade em Mendoza

Trocar USD 500 em casa de câmbio autorizada em Mendoza, em vez de pagar tudo no cartão de crédito brasileiro, pode representar uma economia de R$ 400 a R$ 700 em uma semana — dinheiro suficiente para uma noite extra de hotel ou um almoço harmonizado em vinícola. É a dica que mais devolve dinheiro ao bolso aqui, e ainda é subutilizada por brasileiros.

Algumas estratégias que funcionam de verdade:

  • Leve dólar em espécie: notas de USD 50 e 100, novas, sem dobras. Troque aos poucos conforme gasta para não andar com muito dinheiro.
  • Reserve vinícolas direto, não por agência: muitas vinícolas em Maipú e Luján de Cuyo aceitam reserva por WhatsApp ou e-mail, sem a comissão de 15–25%

Perguntas frequentes

Quanto custa uma viagem de uma semana para Mendoza saindo do Brasil?

Para um perfil intermediário, o total fica entre R$ 9.000 e R$ 13.000 por pessoa, incluindo voo, hotel 3 estrelas, parrillas e um tour pelo Valle de Uco. No perfil econômico (hostel e mercados), dá para fazer entre R$ 5.500 e R$ 7.500. Estimativas baseadas em câmbio observado em mai/2026.

É melhor levar dólar em espécie ou pagar com cartão de crédito em Mendoza?

Levar dólar em espécie e trocar em casas de câmbio autorizadas é bem mais vantajoso. Pagar no cartão brasileiro significa aceitar a cotação oficial do peso, que pode ser 40% a 60% pior do que a taxa paralela. Em uma semana, essa diferença equivale a uma noite extra de hotel ou R$ 400 a R$ 700 em economia.

Quanto custa um tour de vinícolas em Mendoza?

O bike wine tour em Maipú sai entre USD 25 e 45 por pessoa e é a opção mais barata. Tours em grupo por Maipú ou Luján de Cuyo custam USD 40 a 70, enquanto um tour privado pelo Valle de Uco, geralmente com almoço harmonizado, vai de USD 150 a 280 por pessoa (preços observados em mai/2026).

Dá para visitar Mendoza sem alugar carro?

Dá, sim. O ônibus urbano com cartão SUBE chega a Maipú e Chacras de Coria por menos de USD 1 a viagem. Tours organizados resolvem Valle de Uco e Alta Montaña sem precisar dirigir — o que também evita o risco do volante após degustações, já que o controle de álcool na Argentina é rigoroso.

Quando é mais barato viajar para Mendoza?

Junho a agosto são os meses mais baratos para hospedagem, com diárias até 40% abaixo do pico da vindima em março. Maio e início de junho costumam ser o ponto doce: outono nos vinhedos, preços já baixos e a Alta Montaña ainda acessível antes das nevascas pesadas.

Gostou? Compartilhar: WhatsApp Twitter Facebook

Continue explorando Mendoza

Veja mais guias, dicas e roteiros sobre a cidade.