GUIA COMPLETO · BUENOS AIRES
Quanto custa viajar para Buenos Aires em 2026: gastos reais
Uma semana em Buenos Aires sai entre R$ 4.500 (mochileiro) e R$ 22.000 (conforto), com voo incluído. Entenda quanto custa cada item — hospedagem por bairro, parrillas, SUBE, Teatro Colón — e como o câmbio muda toda a conta.

Buenos Aires segue sendo um dos destinos internacionais mais acessíveis para o brasileiro, mas a conta final depende muito de onde você troca dinheiro e em que bairro se hospeda. Em maio de 2026, o peso oscilava perto de 1.600 ARS por dólar no oficial e acima de 1.750 no paralelo — uma diferença que muda o orçamento real da viagem. Voos de São Paulo apareciam entre R$ 900 e R$ 2.200 ida e volta com 30 a 60 dias de antecedência, e uma cama em hostel dormitório em San Telmo saía por menos de R$ 80 a noite, dependendo da estratégia de câmbio. Para uma semana completa, com voo incluído, o perfil mochileiro fecha entre R$ 4.500 e R$ 6.500; o intermediário, entre R$ 7.500 e R$ 12.000; e quem busca conforto, de R$ 14.000 para cima. Comer bem é uma das melhores partes do orçamento: um bife de chorizo com taça de malbec em parrilla de bairro fica entre R$ 80 e R$ 125, metade do que custaria em São Paulo. Transporte local praticamente desaparece da planilha com o cartão SUBE — passagens de metrô e ônibus saem por menos de R$ 1. O que pesa mesmo são hospedagem e voo, que juntos consomem entre 55% e 65% do total. E há um detalhe que pode render uns R$ 250 a mais no seu bolso numa semana: a forma como você converte o dinheiro antes de embarcar.
Buenos Aires segue sendo um dos destinos internacionais mais acessíveis para o brasileiro, mas a conta final depende muito de onde você troca dinheiro e em que bairro se hospeda. Entre voo, hospedagem por uma semana, comida e passeios, é possível fechar a viagem por valores bem diferentes — vou abrir cada item para você calcular o seu.
Resumo: quanto custa uma semana em Buenos Aires
Em maio de 2026, o peso argentino oscilava perto de 1.600 ARS por dólar no câmbio oficial e acima de 1.750 ARS no paralelo — uma diferença que impacta diretamente quanto você vai gastar na prática. Voos saindo de São Paulo (GRU) para Buenos Aires (EZE ou AEP) apareciam entre R$ 900 e R$ 2.200 ida e volta em datas com antecedência de 30 a 60 dias (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026). Quem voa de outras capitais brasileiras costuma pagar um pouco mais.
Para uma semana inteira na cidade — sete noites, incluindo passagem aérea, hospedagem, alimentação, transporte local e alguns passeios — a conta fica aproximadamente assim:
- Perfil econômico (mochileiro): R$ 4.500 a R$ 6.500 no total. Voo promocional, cama em hostel compartilhado, refeições em mercados e restaurantes populares, transporte na SUBE.
- Perfil intermediário: R$ 7.500 a R$ 12.000. Voo em classe econômica sem escala ou com escala curta, quarto privativo em hostel ou Airbnb em bairro bom, jantar em parrilla algumas vezes, um ou dois passeios pagos.
- Perfil conforto: R$ 14.000 a R$ 22.000 ou mais. Hotel três ou quatro estrelas em Palermo ou Recoleta, jantares em restaurantes com carta de vinhos, transfers e atividades com guia.
Vale dizer: Buenos Aires é uma das poucas capitais sul-americanas onde o perfil de gasto muda muito conforme a estratégia de câmbio, não só conforme o estilo de viagem. Dois viajantes com o mesmo orçamento em reais podem ter experiências bem diferentes dependendo de como cada um converte o dinheiro.
A hospedagem e os voos respondem pela maior fatia do orçamento — juntos, costumam consumir entre 55% e 65% do gasto total numa semana. Os outros blocos de despesa estão detalhados nas seções seguintes, e quem quer ampliar o roteiro pela região pode conferir também o guia geral da cidade antes de fechar datas.
Custo de hospedagem em Buenos Aires por bairro
Uma cama em hostel dormitório em San Telmo sai por volta de ARS 15.000 a ARS 22.000 a noite — o que, dependendo de como você trocar seu dinheiro, pode representar menos de R$ 80 (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026). Isso já coloca Buenos Aires num patamar raro entre capitais da América do Sul.
A escolha do bairro muda bastante a conta, e não só pelo preço. Palermo é mais caro e movimentado, com vida noturna densa e restaurantes por toda parte. San Telmo tem um charme mais antigo, ruas de paralelepípedo e uma cena de mercados que vale por si só. Recoleta é sofisticada, tranquila e conveniente para caminhar até os grandes pontos turísticos. O Centro é prático, mas pode ser barulhento e menos agradável à noite.
Palermo
- Econômico (hostel dorm 4–8 camas): ARS 18.000–25.000 / ~R$ 80–110 por noite
- Intermediário (quarto privativo em hostel ou Airbnb): ARS 55.000–90.000 / ~R$ 240–390 por noite
- Conforto (hotel 3 estrelas boutique): ARS 120.000–200.000 / ~R$ 520–870 por noite
San Telmo
- Econômico (hostel dorm): ARS 15.000–22.000 / ~R$ 65–95 por noite
- Intermediário (quarto privativo): ARS 45.000–75.000 / ~R$ 195–325 por noite
- Conforto (hotel 3 estrelas): ARS 100.000–160.000 / ~R$ 435–695 por noite
Recoleta
- Econômico (hostel dorm, opções limitadas): ARS 20.000–28.000 / ~R$ 87–120 por noite
- Intermediário (Airbnb apartamento): ARS 70.000–110.000 / ~R$ 305–480 por noite
- Conforto (hotel 3 estrelas): ARS 140.000–220.000 / ~R$ 610–955 por noite
Centro (Microcentro)
- Econômico (hostel dorm): ARS 14.000–20.000 / ~R$ 60–87 por noite
- Intermediário (hotel de negócios simples): ARS 50.000–85.000 / ~R$ 215–370 por noite
- Conforto (hotel 3 estrelas): ARS 110.000–170.000 / ~R$ 480–740 por noite
Puerto Madero merece uma nota à parte: é bonito, bem localizado e tem hotéis de rede internacional, mas os preços sobem consideravelmente e o bairro tem pouca vida fora dos restaurantes no cais. Para quem vai caminhar pela cidade e usar o metrô, não compensa o extra.
Airbnb em Buenos Aires tem qualidade bastante variada — leia avaliações recentes com atenção, já que a manutenção dos imóveis nem sempre acompanha o preço cobrado. Para estadias acima de cinco noites, muitos proprietários negociam desconto diretamente pela plataforma de mensagens, e os hotéis familiares costumam aceitar dólar em espécie com desconto de até 15% em relação ao preço publicado.

Custo de comida: das parrillas aos cafés de Palermo
Um bife de chorizo de boa qualidade numa parrilla de bairro, com guarnição e uma taça de malbec, sai entre ARS 18.000 e ARS 28.000 — algo como R$ 80 a R$ 125 (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026). É o tipo de jantar que em São Paulo custaria pelo menos o dobro. Comer bem em Buenos Aires continua sendo uma das melhores relações custo-benefício da viagem.
O café da manhã é o item mais barato do dia. Uma medialuna com café com leite numa padaria de esquina fica em torno de ARS 2.500 a ARS 4.000 — menos de R$ 18. Cafés mais arrumados em Palermo Soho cobram entre ARS 6.000 e ARS 10.000 pela mesma combinação, com pão artesanal e café de especialidade. A diferença não é só preço; é cenário.
O almoço executivo (menú del día) é a grande dica para quem quer comer de garfo e faca sem estourar o orçamento. Entrada, prato principal, sobremesa e bebida ficam entre ARS 8.000 e ARS 15.000 em restaurantes do Centro e de bairros residenciais. Em San Telmo, vários bodegões mantêm essa tradição com cardápios fixos no almoço.
Faixas de gasto por refeição:
- Café da manhã simples (padaria): ARS 2.500–4.000 / ~R$ 11–18
- Café da manhã em café especialidade: ARS 6.000–10.000 / ~R$ 27–44
- Menú del día (almoço executivo): ARS 8.000–15.000 / ~R$ 36–67
- Empanada + bebida (lanche rápido): ARS 3.000–5.000 / ~R$ 13–22
- Jantar em parrilla intermediária: ARS 18.000–28.000 / ~R$ 80–125 por pessoa
- Jantar em restaurante de Palermo Soho: ARS 30.000–60.000 / ~R$ 134–268 por pessoa
Mercado é uma alternativa subestimada. O Mercado de San Telmo e o Mercado de Belgrano têm bancas com pratos do dia entre ARS 6.000 e ARS 12.000 — comida honesta, sem cenário turístico inflado. Supermercados como Coto e Disco abastecem bem quem tem cozinha no Airbnb; uma compra completa para o café da manhã da semana sai por cerca de ARS 20.000 a ARS 35.000.
Delivery via Rappi ou PedidosYa funciona bem e os preços são compatíveis com o restaurante físico, com taxa de entrega entre ARS 1.500 e ARS 3.000. Pizza argentina é categoria à parte — vale experimentar uma pizza fugazzeta numa casa tradicional, que cobra entre ARS 12.000 e ARS 20.000 por uma grande que serve duas pessoas.
Custo de transporte local: SUBE, táxi e apps
Uma viagem de metrô em Buenos Aires custa em torno de 1.000 a 1.200 pesos argentinos — menos de R$ 1 na cotação atual — e o ônibus sai na mesma faixa (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026). Para quem vai ficar mais de dois dias, pegar o cartão SUBE logo na chegada é a decisão mais inteligente que você pode tomar em transporte.
O SUBE é o cartão pré-pago integrado que funciona em metrô, ônibus e trens de superfície na Grande Buenos Aires. Você compra em bancas de jornal, farmácias e nos próprios guichês do metrô, sem burocracia. O cartão em si não tem custo relevante, e você carrega o saldo conforme precisa. O sistema de integração tarifária permite pagar menos em conexões feitas dentro de um intervalo de tempo — vale perguntar ao recarregar.
Uber e Cabify funcionam bem em Buenos Aires e costumam sair mais em conta do que táxi convencional para trajetos médios dentro da cidade. Um deslocamento de Palermo ao Centro Histórico, por exemplo, fica em torno de ARS 4.000 a 7.000 (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026), dependendo do horário e da demanda. O pagamento pelo app aceita cartão internacional sem problema.
Táxi de rua existe, funciona, mas exige atenção: use sempre os táxis amarelos licenciados e prefira aqueles que aceitam app de chamada (como o BA Taxi, oficial da prefeitura) para evitar surpresas. Não é que seja perigoso — é que o controle de rota fica mais claro quando você acompanha no celular.
Mas atenção a um detalhe: o trajeto do Aeroporto Internacional Ezeiza (EZE) até o Centro ou Palermo é o gasto fixo que mais pesa no transporte. As opções principais são:
- Ônibus Tiendas León (transfer semi-privativo): ARS 25.000–35.000 por trecho, com embarque direto no aeroporto
- Táxi/remis contratado no aeroporto: ARS 40.000–60.000, dependendo do destino final
- Uber: aceito em Ezeiza, mas a retirada do passageiro é feita fora do terminal; valores variam bastante conforme o horário
O aeroporto doméstico Jorge Newbery (AEP), em Palermo, é outra história — está praticamente dentro da cidade e o acesso de táxi ou app sai bem mais barato, geralmente menos de ARS 10.000 para destinos centrais.
Para o dia a dia, o SUBE cobre a maioria dos deslocamentos com custo irrisório. Reserve Uber ou táxi para horários noturnos ou quando estiver com bagagem pesada — faz sentido gastar um pouco mais nessas situações do que forçar combinações de metrô às 23h.

Custo de atividades e passeios em Buenos Aires
O tour guiado pelo Teatro Colón custa em torno de ARS 25.000 (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026) e dura cerca de 50 minutos — entre o foyer dourado, a sala principal e o backstage, é provavelmente o ingresso pago com melhor relação custo-benefício da cidade. Buenos Aires tem uma cena de atrações onde o gratuito convive bem com o pago, e dá pra montar um roteiro variado sem gastar muito.
Em termos concretos, eis as faixas de preço das atividades mais procuradas:
- Tour no Teatro Colón: ARS 20.000–28.000 / ~R$ 90–125
- Tour em La Bombonera (Boca Juniors): ARS 35.000–55.000 / ~R$ 155–245, com museu incluído
- Show de tango com jantar: ARS 80.000–180.000 / ~R$ 355–800, dependendo da casa
- Show de tango sem jantar (apenas espetáculo): ARS 40.000–80.000 / ~R$ 178–355
- MALBA (Museu de Arte Latinoamericano): ARS 8.000–12.000 / ~R$ 36–53; quartas-feiras com desconto significativo
- Passeio de barco em Tigre (ida-volta de trem + navegação): ARS 15.000–30.000 / ~R$ 67–134
- Free walking tour pelo Centro ou San Telmo: gratuito (gorjeta sugerida ARS 8.000–15.000)
Os shows de tango variam bastante em qualidade e formato. Casas tradicionais como Café de los Angelitos e El Querandí trabalham com jantar incluído e preço alto; alternativas menores, em San Telmo, oferecem apresentações mais íntimas por uma fração do valor. Para quem quer apenas ver tango sem o pacote turístico completo, as milongas públicas — onde portenhos dançam — são gratuitas ou cobram entrada simbólica.
O Museo Nacional de Bellas Artes, em Recoleta, é gratuito todos os dias e tem acervo de Goya, Rodin e Van Gogh — vale uma manhã inteira. O Cemitério da Recoleta também não cobra entrada, e dá pra fazer um tour autoguiado pelos túmulos mais famosos, incluindo o de Evita. Caminhar pelo bairro de La Boca (com cuidado, mantendo-se na área turística do Caminito) é outra atividade sem custo.
Tigre, na zona norte da Grande Buenos Aires, é um passeio de dia inteiro que sai bem em conta. O Tren de la Costa ou o trem suburbano de Retiro custam centavos com o SUBE, e o passeio de barco pelas ilhas do delta f

Perguntas frequentes
Quanto custa uma semana completa em Buenos Aires saindo do Brasil?
Com voo, hospedagem, comida, transporte e passeios, o perfil mochileiro fecha entre R$ 4.500 e R$ 6.500; o intermediário, entre R$ 7.500 e R$ 12.000; e o conforto, de R$ 14.000 a R$ 22.000 ou mais. Os voos saindo de São Paulo apareciam entre R$ 900 e R$ 2.200 ida e volta com 30 a 60 dias de antecedência (estimativa baseada em médias regionais, mai/2026).
É melhor levar dólar ou real para Buenos Aires?
Dólar em espécie tende a render mais: em mai/2026, o câmbio paralelo passava de 1.750 ARS por dólar, enquanto o oficial ficava perto de 1.600 ARS. Quem troca em casas de câmbio autorizadas ou usa Western Union pode receber até 10% a mais por dólar do que no câmbio bancário oficial.
Quanto custa uma cama em hostel em Buenos Aires?
Varia por bairro: em San Telmo, uma cama em dormitório sai entre ARS 15.000 e ARS 22.000 por noite (~R$ 65–95); em Palermo, entre ARS 18.000 e ARS 25.000 (~R$ 80–110); e em Recoleta, entre ARS 20.000 e ARS 28.000 (~R$ 87–120). Todos os valores são estimativas baseadas em médias regionais de mai/2026.
Quanto custa comer em Buenos Aires? Vale a pena ir a uma parrilla?
Um bife de chorizo com guarnição e uma taça de malbec numa parrilla de bairro sai entre ARS 18.000 e ARS 28.000 (~R$ 80–125 por pessoa), metade do que custaria em São Paulo. Para refeições mais rápidas, o menú del día no almoço fica entre ARS 8.000 e ARS 15.000 (~R$ 36–67), entrada, prato, sobremesa e bebida incluídos.
O cartão SUBE vale a pena para turista? Como funciona?
Vale muito: uma viagem de metrô ou ônibus custa entre 1.000 e 1.200 pesos argentinos — menos de R$ 1. O cartão é comprado em bancas de jornal, farmácias ou guichês do metrô sem burocracia. O sistema ainda aplica desconto automático em conexões feitas dentro de 90 minutos entre dois meios de transporte.


